Sem saliva à mistura
Durante encontro da 29.ª jornada da Premier League, sucedeu um pequeno conflito entre o Daniel Podence e Brennan Johnson, em que o internacional português terá sido alvo suspeito de ter cuspido no rosto do adversário.
Sucede que não foi feita prova nem ficou demonstrado que tal ato ocorreu, somente que o jogador português fingiu ter cuspido e, nesta senda, entendeu por bem a Federação Inglesa de Futebol deixar cair o processo disciplinar que havia sido aberto contra Daniel Podence.
No entanto, o jogador português assumiu ter fingido cuspir sobre o adversário Brennan Johnson por duas vezes, com o objetivo de provocar este. Ora, tal comportamento por parte do adversário é ética e moralmente reprovável, porquanto pretendia o mesmo manipular o colega da equipa adversária de forma a que este se descontrolasse e agisse erradamente violando as regras de jogo e, quiçá, fosse sancionado para o efeito.
Apesar de Não haver matéria para a prossecução de um processo disciplinar com vista à determinação e aplicação de uma sanção disciplinar, a verdade é que tal comportamento do jogador português é, por si só, reprovável. Aliás, não nos podemos esquecer que este assumiu que tentou de facto provocar o colega o que, claro está, é errado e também devia ser alvo de pelo menos uma advertência, pois tal comportamento está sujeito, salvo melhor opinião, a ser integrado em má conduta desportiva.
Por sua vez, é de louvar a postura nada vingativa do jogador Brennan que também assumiu não ter visto saliva ser expulsa por Daniel Podence, pois aquele podia ter ido no mesmo espírito e tentar obter algum tipo de vingança sobre este, o que não sucedeu. Porém, tal também não seria de bom tom prosseguir, quando hoje em dia tudo se passa em câmaras e facilmente o desfecho podia não ser o melhor.
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| Patrícia L. Nunes |

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