Internacional - UEFA recua nas sanções à Rússia e reintegra sub-17 nas provas europeias
Neste artigo vamos analisar o anúncio da UEFA que voltou a permitir que as equipas russas femininas e masculinas voltassem a competir nas provas europeias do sub-17. A UEFA tinha decretado, a título de sanção à Rússia, que as suas equipas não integrassem as provas europeias, tendo alterado parcialmente essa decisão no que diz respeito às equipas mais novas, alegando que, segundo avançou o site noticiasaominuto.com, “as crianças não devem ser castigadas por ações cuja responsabilidade recai apenas sobre os adultos.” No entanto, quanto às equipas mais velhas, a sanção mantém-se até que a guerra termine.
Entende a UEFA que ao vedar o acesso às crianças de participarem nas competições, está a lesar o direito das crianças do seu “desenvolvimento holístico” e acredita que com tal mudança, esta jovem geração “venha a ser uma geração futura mais brilhante e mais capaz, assim como um amanhã melhor.”
Face a tais considerações por parte da UEFA e consequente mudança de pensamento, é de congratular a alteração levada a cabo, pois, como bem entendido pelo organismo, as crianças não têm culpa nem deviam de pagar pelas decisões de adultos que em nada lhes dizem respeito. Por outro lado, também se compreende que se mantenham as penalizações às equipas mais velhas, pois esses sim são seres adultos capazes de agir com o fito de mudar o contexto social e ambiente de guerra que atualmente se vive e que nenhum fundamento tem.
As normas europeias e internacionais invocadas para sustentar a alteração de tal postura sancionatória e levantá-la as mais pequenos, prevêem essa mesma proteção da criança e há que ter essa mesma esperança nas camadas mais jovens e que estas vão construir um mundo muito melhor do que aqueles que neste momento temos, sendo aqui aplicável o velho ditado português “é de pequenino que se torce o pepino”. Portanto, é de louvar que a UEFA se tenha chegado à frente e demonstrado esta esperança no futuro que já poucos ou nenhuns acham que exista nos nossos vizinhos russos e muito menos nas crianças que todos os dias sofrem lavagens cerebrais com todo o populismo e instigação de ódio contra o regime de vida do mundo ocidental, o que só leva a conduzir a ideia no geral do povo europeu que tal salvação de amor e respeito para com o próximo por parte da população russa, seja de que idade for, é cada vez mais esbatida.
Posto isto, ainda bem que existe uma instituição como a UEFA que leva a cabo a proteção das crianças independentemente de crenças e ideias políticas e que também promove a esperança nas camadas mais jovens através da prossecução de exemplos diferentes daqueles que hoje em dia se vêm com a exclusão da população russa da generalidade das competições desportivas a título de sanção, bem como de tentativa de obter mudança neste terrível cenário que se vive e sente pela Europa. 
Patrícia L. Nunes

.jpg)
Comentários
Enviar um comentário